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São Paulo - Conversão e obras


Nascido em Tarso, na Cilícia, no ano 5 d.C. (depois de Cristo) recebeu o nome de SAULO.

Era da tribo de Benjamin. Ele mesmo dá testemunho do local de seu nascimento, dizendo: “Eu sou judeu, nasci em Tarso da Cilícia, mas me criei nesta cidade (Jerusalém), instruí-me aos pés de Gamaliel...” (Atos dos Apóstolos 22,3).

Embora fosse contemporâneo de Jesus, não privou da sua vida.

É no Atos dos Apóstolos, Capítulo 8, versículo 3 que vemos a primeira citação ao seu nome; já de início, nos indica esta obra, que ele detestava a igreja. Entrava pelas casas e dali arrancava homens e mulheres e os entregava à prisão.

Ora, o Senhor Todo Poderoso guardara para Saulo uma conversão exemplar. Estando ele a caminho de Damasco onde faria novas prisões daqueles que fossem encontrados seguindo essa doutrina (cristã); eis que, “subitamente fora cercado por uma luz resplandecente, vinda do céu” (Atos dos Apóstolos 9,3).

Caindo por terra, teve início, então o diálogo entre ele e Jesus, nestes termos (Atos dos Apóstolos 9,4-6): - Saulo, Saulo, por que me persegues? - Quem és, Senhor? - Eu sou Jesus, a quem tu persegues, duro te é recalcitrar contra o aguilhão. Então, trêmulo e atônito, disse ele: - Senhor, que queres que eu faça? - Levanta-te, entra na cidade. Aí te será dito o que deves fazer. Diz ainda as escrituras que seus acompanhantes se encheram de espanto porque ouviam a voz perfeitamente, porém não viam ninguém (Atos dos Apóstolos).

Tendo se erguido e abrindo os olhos, Saulo nada enxergava; conduziram-no pela mão até Damasco, onde ficou por três dias sem comer, sem beber nem ver (Atos dos Apóstolos).

Eis que o Senhor ordenou a Ananias (um discípulo) que procurasse Saulo no endereço que lhe informara. Era a casa de Judas (Atos dos Apóstolos 9,11).

Assim se deu que, encontrando Saulo, falou-lhe que Jesus o enviara para que recobrasse a visão e ficasse cheio do Espírito Santo; ao que, imediatamente, caíram de seus olhos algo como escamas e a visão foi recobrada. Em seguida foi batizado e se alimentou, sentindo-se recobrado e fortalecido (Atos dos Apóstolos 9,18-19).

Permaneceu em Damasco por algum tempo junto aos discípulos que ali também se achavam, e iniciou seu ministério. Foi pelas Sinagogas proclamando que Jesus é o Filho de Deus. Todos que o ouviam, se maravilhavam, se espantavam que ele, Saulo fora antes, um perseguidor dos cristãos. (Atos 9,1-22)

A adoção do nome “PAULO’, desde então, não tem uma explicação plausível. (Atos dos Apóstolos 13,9). Diversos autores dão várias explicações acerca desta escolha.

São-lhe atribuídas 14 (catorze) Epístolas, a saber: - Romanos - escrita provavelmente na cidade de Corinto, na Grécia; - I Coríntios - dirigida à igreja em Corinto, na Grécia. É aqui que encontramos a passagem sobre os Carismas (capítulo 12); também sobre a excelência da caridade (capítulo 13); - II Coríntios – também dirigida aos gregos; - Gálatas – endereçada às igrejas da Galácia; - Efésios – teria sido escrito pelo apóstolo Paulo em Roma; - Filipenses – carta que Paulo redigiu aos habitantes de Filipos (Primeira cidade da Europa que ouviu a pregação de um missionário cristão (Atos 16:6-40); - Colossenses – redigida pelo Apóstolo Paulo e dirigida aos cristãos da Igreja situada em Colossas (durante a sua prisão em Roma); - I Tessalonicenses – redigida por Paulo, juntamente com Silas e Timóteo, dirigida aos cristãos da cidade de Tessalônica; - II Tessalonicenses – idem à anterior; - I Timóteo – escrita com o fim de proporcionar encorajamento e instrução ao jovem, líder Timóteo; - II Timóteo – idem à anterior; - Tito- autoria atribuída a Paulo endereçada ao seu "filho na fé" Tito; - Filêmon – o âmago da carta é interceder em favor de Onésimo, escravo que fugira e se converteu ao cristianismo. Pede-lhe que o perdoe e o acolha como um irmão em Cristo (Filêmon 1,8-21). - Hebreus – Muitos atribuem a autoria desta epístola a Paulo, porém observam-se discrepâncias de elaboração, na comparação com as demais epístolas paulinas.

Precisamos elencar estas obras do cognominado “Apóstolo dos Gentios” para louvar sua conversão, que mudou de forma radical o rumo de sua vida. Suas atividades missionárias transformou a visão religiosa – não apenas daquela época, mas até os dias presentes. Líder em que se tornou, influenciou na formação de novas comunidades.

Supõe-se que sua conversão se deu entre os anos 31 e 36 d.C. (depois de Cristo). Esta, como comprovamos, não foi apenas momentânea, mas vivia uma metanoia cotidiana suprimindo valores arraigados durante sua perseguição aos cristãos, na repressão dos apelos do corpo e no afastamento da influência nefasta dos sábios e religiosos de então. Dava exemplo de si e procurava manter seus amigos e seguidores em constante alerta para não deixar declinar o ímpeto necessário à implantação do Reino. Paulo foi um viajante incansável; um pregador apaixonado e, certamente, dono de uma oratória e retórica incomuns. Desafiou normas, transgrediu imposições, correu risco de morte, sofreu decepções... e formou em conjunto com os discípulos uma rede evangelizadora de proporções incomensuráveis.

O “Apóstolo dos Gentios”, condenado à morte, foi decapitado em 67 d.C. (depois de Cristo), aos sessenta e dois anos. Indiscutivelmente, seu espirito foi recebido no paraíso. O dia 25 de janeiro é dedicado à memória de sua conversão e sua Festa Litúrgica é comemorada no dia 29 de junho (festa de São Pedro e São Paulo).

Nos conforta sua despedida referida em 2Timóteo (4,7-8): “Combati o bom combate, terminei a minha carreira, guardei a fé. Resta-me agora receber a coroa da justiça, que o SENHOR, justo Juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas a todos aqueles que aguardam com amor a sua aparição”.

Eis aí o homem que o Senhor transformou em um arauto fidelíssimo e competente; tal não fosse, certamente estaríamos privados, hoje, da concepção do que é o magistério da igreja na sua plenitude.

Paz e bem! Zezolmar Silva


 
 
 

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