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O jogo da “Baleia Azul”: rebeldia ou um pedido de socorro?

A disseminação do jogo da “Baleia Azul” é um assunto que está circulando pelas redes sociais e que, também, preocupa pais e toda a população, pois se trata de vida e morte.

 

 

O jogo apresenta regras que levam o indivíduo a cumprir etapas de grande risco. Entre as quase cinquenta atividades propostas estão a automutilação, testes de dor e sofrimento físico e psicológico, podendo, até, conduzir o participante à morte, pois o último teste seria o suicídio.

 

A meu ver, entram nessa jogada, crianças ou jovens com uma fragilidade emocional já comprometida pela baixa autoestima, depressão, falta de amor próprio, falta de amor pela família, etc.

 

O que se questiona é: Por que esses jovens, sabendo dos riscos e dores que vão enfrentar, ainda querem aceitar estes desafios?

O que anda acontecendo com os jovens é que o diálogo, a autoestima, os valores e o amor não estão presentes. Os pais, cada vez mais ausentes, não transmitem mais o calor humano necessário, e o vazio toma conta da mente, da alma e a vida, que deixa de ser preciosa.

 

Em geral, vemos que toda a estrutura familiar está comprometida. Os pais não conseguem fazer valer sua autoridade, daí acabam usando o autoritarismo para que sua voz seja ouvida.  Os filhos, por sua vez, ficam “perdidos”, porque não estão sendo direcionados, ensinados; não conseguem mais discernir o que é certo ou errado. Entre tantas coisas, não estão sendo amados, não estão sendo cuidados.

 

O amor exige uma certa dose de respeito, de confiança,  de cuidado. Como já dizia Leonardo Boff (2008, pg.: 33):

 

“Cuidar é mais que um ato; é uma atitude. Portanto, abrange mais que um momento de atenção, de zelo, e de desvelo. Representa uma atitude de ocupação, preocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro.”

 

Nossas crianças e jovens necessitam de estruturas familiares, em primeiro lugar. Precisam aprender a passar por momentos de dor, de sofrimento, de angústia, ou seja, uma estrutura psicológica saudável.

 

Os pais precisam conhecer seus filhos mais intimamente, dar-lhes confiança, saber dialogar, analisar o olhar, o comportamento e o sentimento deles, dar-lhes condições para que tenham espaço, liberdade e confiança de se expressarem.

 

Há uma necessidade em saber mostrar para os jovens que vale a pena viver. Será que estamos conseguindo transmitir isso de forma positiva? Como  queremos que eles sejam adultos “exemplares”?

 

E o que fazer para ajudar?

 

Buscar ajuda em um consultório, seja com um psiquiatra, um médico de confiança, um psicoterapeuta. Na terapia psicanalítica, podemos ser nós mesmos, sem constrangimentos, sem medo de falar, sem discriminação pelos pensamentos. É um caminho de busca do seu próprio eu.

 

Vale saber que, quando a criança ou o adolescente inicia uma terapia, faz-se importante a companhia dos pais, nesse processo. Geralmente, há uma  certa dificuldade dos pais em saber lidar com o conflito do filho e, por isso, o mesmo não alcança uma saída sem a ajuda deles. O psicanalista, aqui, será o intermediador.

 

Em um diálogo direto com alguns jovens de diferentes idades, religião, sexo e classe social, relataram que o jogo é algo que causou pânico: “É um jogo que mexe com o psicológico”; é um jogo tenso, ridículo e não se deve entrar, que leva a caminhos e consequências negativas; “é um jogo idiota. Quem fez não tem o que fazer, quer o mal para os outros, tem cabeça fraca”.

 

A maioria disse que os jovens entram no jogo por terem depressão, bulling, problemas familiares, falta de amor.

A seguir, acompanhe relatos de alguns jovens, sobre o jogo:

 

“Muitos jovens que sofrem com algum tipo de depressão ou que já propensos a comportamentos como o suicídio, estão entrando neste jogo pela repercussão que a matéria causou e não porque simplesmente querem jogá-lo. Pessoas com fortes abalos psicológicos ou sentimentais tendem a buscar um meio de atenção, principalmente, as crianças. Com o tamanho da repercussão que essa notícia causou, só refletiu em um efeito reverso do que se diz em notícias como "não jogue a baleia azul”; o conhecimento desse jogo, para todo o Brasil, só causou mais perigo de alguma pessoa jogá-lo. Existem vários tópicos que são dados como motivos para jovens cometerem suicídio. Na minha opinião, grande parte dos jovens que tomam essa decisão sofrem por se sentirem abandonados, solitários ou, simplesmente, por sentirem que não podem confiar em ninguém”. (18 anos)

 

“É um jogo criado por um sociopata e, quem entra nesse jogo, são jovens perdidos que tem uma família desestruturada, sem orientação e diálogo dos pais. Não tenho vontade, nem curiosidade, porque sei que não é saudável, é uma coisa ruim”. (15 anos)

 

“Acho um jogo desnecessário que mexe com o psicológico das pessoas”.

 

“Na minha opinião, muito dos jovens que entram nesse jogo já estão feridos e caindo em uma depressão. E o jogo se torna um escape para cometer várias coisas, como agressão ao próprio corpo”.

No mundo, a cada 40 segundos, uma pessoa morre por suicídio. Mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. No entanto, os suicídios são evitáveis. "Prevenir o suicídio: um imperativo global" é o primeiro relatório da OMS de seu tipo. O objetivo é aumentar a conscientização da saúde pública a importância do assunto, priorizar a prevenção do suicídio em sua agenda global e incentivar e apoiar os países a desenvolver ou fortalecer estratégias abrangentes de prevenção do suicídio em uma abordagem multissetorial.

 

“ O sentido que damos à vida depende do sentido que damos a morte.” (Leonardo Boff)

 

“Nisto conhecemos o que é o amor: Jesus Cristo deu a sua vida por nós, e devemos dar a nossa vida por nossos irmãos”. (1 João 3:16)

 

Vamos refletir:

 

E você, está dando a sua vida por quem?

 

Está trocando a sua vida pelo quê?

 

Você está valorizando a sua vida? Ou está desperdiçando-a?

 

Está brincando com a vida ou com a morte?

 

Cristo já morreu por você. Não morra por qualquer desafio, dor ou sofrimento. Ninguém sofreu mais que Jesus, injustamente, por nossa causa.

 

Não se sinta só! E, caso sinta-se assim, busque ajuda.

 

 

Referências:

 

Bíblia Sagrada- Ave Maria, 1994. Pg.:1552

Boff, Leonardo. Saber Cuidar: ética do humano - Compaixão pela terra.14 ed. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2008

http://www.who.int/mental_health/suicide-prevention/world_report_2014/en/

 

Mayra Amorim

Psicanalista Clínica

Comunidade Renascidos em Pentecostes

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